segunda-feira, 27 de junho de 2011

Noite de inverno

Era uma noite de inverno. Ela estava tentando ocupar-se, esquecer, mas sua cabeça não continha seus pensamentos. Ele estava ali, no apartamento da frente, também a esperá-la, ela não fazia idéia, mas ele tinha planos para aquela noite. Não se conteve, abriu sua porta, e tocou a campanhinha. Ele abriu a porta, estava sozinho, um sorriso tomou conta de seus lábios. Convidou-a para entrar, ela aceitou. Sentaram no sofá, os olhares eram intensos e indiscretos. Ofereceu-lhe um café, ela aceitou. Ele foi para a cozinha, ainda espiando-a com aquele olhar de lobo circundando sua presa. Ela sentiu-se nua com aquele olhar, mas era exatamente o que queria. Ficou esperando sentada no sofá. Enquanto aguardava o café, ele foi ligar o som. Eram músicas altamente sugestivas. Olhou-a com aquele olhar penetrante. Dirigiu-se a cozinha novamente. Chamou-lhe para pegar seu café. Ela levantou-se, indo até a cozinha, atendendo o chamado dele. Suas mãos se encontraram ao pegar a xícara. Ele olhou dentro de seus olhos. As pernas de ambos tremiam e suas respirações eram ofegantes.  Ele chegou perto, cada vez mais perto. Segurou-a pela cintura. O simples tocar-lhes de mãos deixava-a completamente estremecida, ele sabia perfeitamente como deixá-la sob controle. Seus lábios agora desejam intensamente os dele, por mais que nunca os tinha experimentado, era o que desejava enlouquecidamente. Levou-a de forma abrupta contra a parede. Começaram a trocar beijos e carícias intensos. De repente tomou-lhe nos braços, ela com as pernas envoltas a ele. Levou-a para o sofá, novamente olhando-a nos olhos. Sentia um calafrio por todo o corpo. Esperava por isso há muito tempo, começaram despindo-se de forma lenta, ele com aquele olhar libidinoso. Completamente mal intencionado com ela, mas era completamente paciente, estava fazendo as coisas devagar, deixando-a cada vez mais enlouquecida. Seus corpos agora estavam colados um no outro, ela sentia perfeitamente as batidas pulsantes de seu coração. Eles agora estavam unidos como um só. Ela sentia-lhe com cada vez mais intensidade, puxava-lhe para si de forma intensa, queria mais e mais. Ele mordia-lhe todo o corpo com um fulgor insaciável e ela gemia de prazer. Cada vez mais intenso, mais frequente. Logo abraçou-lhe de forma muito mais abrupta, os dois deliravam de puro prazer. Eles então gemeram de forma simultânea, ela levantou-se, arrumou-se e foi embora sem dizer quase nada, apenas um “até a próxima”. Fora a melhor noite de sua vida.